Faça seu login

Esqueceu a senha?Fazer Cadastro
Intranet Webmail Trabalhe Conosco Emissão de Boleto
Olá, visitante. Entrar Cadastre-se

ENTENDA COMO ACORDO ENTRE CHINA E EUA IMPACTA O PRODUTOR RURAL

19Jun

A Guerra Comercial protagonizada entre China e Estados Unidos acendeu um alerta global para as repercussões econômicas que essa decisão poderia surtir. Em 2018, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, resolveu taxar produtos derivados da China, o que resultou em retaliações por parte do governo chinês.

 

Desde o pronunciamento de Trump, as duas potências tiveram vários momentos de tensão, que  chegaram  a afetar o campo cambial. Apesar do cenário de disputa, alguns países tiveram significativo desempenho, sendo um deles o Brasil. De acordo com o portal de notícias UOL , o Brasil chegou a exportar US$ 123, 4 bilhões para a China entre janeiro e abril deste anos, representando uma redução de apenas 2% em relação ao ano passado.

 

Entretanto, a nova fase de acordos firmados entre China e Estados Unidos, no ano passado, pode repercutir negativamente para o agronegócio brasileiro, principalmente nos produtos líderes de exportação, como soja, carnes e algodão. 

 

Neste artigo,  vamos entender o que é o acordo comercial e como a primeira fase do acordo firmado entre os dois países pode afetar os produtores agrícolas brasileiros. Além disso, iremos discutir a segunda fase das medidas. Venha entender os impactos da guerra comercial para os produtores rurais.

 

Entenda o acordo comercial entre China e Estados Unidos

 

O acordo assinado entre as duas as potências econômicas prevê que a China compre cerca de US$ 40 bilhões de produtos agrícolas derivados dos Estados Unidos entre outros bens e serviços. Em troca, os EUA se compromete a reduzir para 7,5% as tarifas de produtos chineses, que somam US$ 120 bilhões.

 

Esse acordo bilateral pode impactar os produtores rurais brasileiros, já que no período de guerra comercial, o Brasil ganhou espaço no mercado chinês. De acordo com o coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank, os impactos deste acordo nas exportações de soja podem começar a serem vistos a partir do segundo semestre de 2020, em informações divulgadas na Folha de São Paulo.

 

Quais os efeitos que os produtores rurais podem esperar?

 

Retração das exportações

 

As exportações para a China caracterizam um grande ganho de receita para o Brasil, já que o país asiático é o nosso principal parceiro comercial. Durante a “disputa” entre China e EUA, o Brasil precisou adequar seus produtos frente às demandas dos chineses, o que elevou o número de exportações e nós passamos a preencher espaços antes ocupados pelos norte americanos.

 

Após a assinatura do acordo, em que  a China passará a comprar entre 40 e 50% de produtos agrícolas, as exportações de soja brasileira tende a diminuir, já que os Estados Unidos voltará a negociar o grão com os chineses. Este fato não anula totalmente nossas exportações para o país asiático, mas pode representar uma retração nos números.

 

Queda nos lucros

 

Além da diminuição nas exportações, as projeções realizadas pelo Insper mostram que a queda nos produtos enviados para a China poderão comprometer o agronegócio brasileiro, afetando cerca de US$ 10 bilhões em produtos agrícolas.

 

Segundo Marcos Jank, se a China cumprir com o acordo assinado, o Brasil volta ao patamar que ocupava antes da guerra comercial, acarretando uma perda significativa nos lucros provenientes das negociações comerciais entre Brasil e China.

 

O que preocupa os analistas é que essas medidas podem impactar outros produtos como as carnes de frango, bovina e suína, além do algodão. Segundo análises do Insper, o cenário é favorável para o Brasil no que diz respeito à carne de frango e carne bovina já que o Brasil se mostra um forte concorrente. Entretanto, os Estados Unidos lidera o  mercado no que se refere ao algodão, dificultando para os produtores brasileiros que exercem a atividade.

 

Em análise feita por  Benito Rosa, divulgadas no Canal Rural, o acordo entre China e EUA, em curtíssimo prazo, não impactarão diretamente o agronegócio brasileiro, já que em produtos como soja e carne ainda encontram um mercado aquecido mundialmente.

 

Ainda em fases de negociação, o acordo firmado possui muitas incertezas sobre o destino das commodities agrícolas do Brasil. De acordo com Wilson Vaz Araújo, secretário substituto da Pasta Agrícola, em conversa com jornalistas, “o Brasil pode exportar para outros mercados”, .

 

Rumo a segunda fase dos acordos

 

Com os acordos perto de sua conclusão, o que fica de questionamento é se os produtores norte americanos poderão suprir a alta demanda da China, o que pode abrir espaço para importações de outros países no mercado chinês, como o Brasil.

 

Apesar da primeira fase ter sido assinada, não há certezas de que a guerra comercial entre as duas potências poderá chegar ao fim. Além disso, cerca de US$ 36 bilhões de produtos chineses são taxados, o que se espera mudar com a conclusão da segunda fase.

 

Sabemos que os impactos do acordo firmado serão sentidos tanto no mercado global quanto no nacional. O que se estima é que os Estados Unidos possam diminuir o déficit com a China, ou seja, exportando mais para o país asiático do que importando dele, com grande aposta para as commodities agrícolas.

 

O que se espera é que os produtos agrícolas não sofram grande retração devido ao acordo firmado, já que o vice premier da China, Liu He, afirmou que a compra de commodities agrícolas será baseada em princípios de mercado. Com o fim dos acordos previstos para o final deste ano, será preciso aguardar o final das negociações para avaliar os reais impactos no mercado nacional.

 

Para ficar ligado nas notícias e dicas sobre o agronegócio, siga as nossas redes sociais e acompanhe  nosso blog

 

Por Thais Rodrigues* 

*Estagiária sob supervisão de Isabela Azi
 

Fontes

 

Diário do comércio: https://diariodocomercio.com.br/

 

Folha de São Paulo: https://www1.folha.uol.com.br


Canal Rural: https://www.canalrural.com.br/