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PRAGAS DAS LAVOURAS DE CAFÉ: QUAIS SÃO E COMO CONTROLAR?

café

Nas lavouras de café existem pragas e doenças que afetam a safra e representam um risco para a produtividade. Dessa forma, é preciso fazer o controle correto para evitar danos. Saiba como!

 

Ao planejar uma safra, é preciso que o produtor rural conheça bem o tipo de solo, o cultivo  que deseja plantar e os defensivos agrícolas necessários para afastar pragas e doenças das plantações. Esse manejo, evita que a produtividade da safra seja comprometida e que afete o lucro final.

 

Nas lavouras de café, esta prática não é diferente. Por isso, os cafeicultores precisam prestar atenção nos sinais  para evitar perdas na qualidade do grão, ocasionada pelas pragas que afetam a safra, ainda mais que o consumo do grão tem aumentado. 

 

A Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) registrou um aumento de 4,8% em 2019, segundo informações veiculadas no portal UOL. Este fato se explica devido às mudanças dos hábitos que fazem com que a demanda pelo café seja alta, favorecendo os empreendimentos do campo.

 

Dessa forma, é fundamental que o produtor rural consiga suprir a demanda interna de café aumentando sua produtividade. Isso é possível por meio do controle de pragas que impactam na qualidade do produto agrícola. Neste artigo, vamos abordar as principais pragas das lavouras de café e como administrar este problema. Além disso, vamos falar como o melhoramento genético auxilia na prevenção de doenças. Venha conhecer!

 

Quais as principais pragas do café?

 

Reconhecer a praga que afeta a plantação é o primeiro passo para realizar o controle adequado, utilizando técnicas corretas e que atuem no foco do problema. Por isso, é essencial analisar os sintomas e realizar o manejo. Descubra quais são as pragas 

  • Bicho-mineiro

O bicho-mineiro é um inseto pequeno, de aproximadamente 6,5 mm de envergadura, que deixa seus ovos na parte superior da folha. Com o desenvolvimento da larva, a lagarta fica alojada na folha, onde se alimenta e constrói minas.

 

Este bicho é responsável pela perda de área foliar, ocasionada por cavar galerias nas folhas da planta, além da queda das mesmas. As condições climáticas favorecem o surgimento do bicho-mineiro, principalmente, a temperatura elevada e condições secas. Outro fator, é a ausência de predadores naturais.

 

O controle pode ser realizado ao utilizar predadores e parasitóides adequados, além de realizar a adubação correta. Já o controle químico pode ser iniciado quando atingir cerca de 30% das folhas, segundo informações da Embrapa.

  • Broca-do-café

A broca-do-café é umas das principais pragas e que mais prejudica os cafezais, atacando diretamente o fruto. Estes besouros vivem dentro dos grãos, se reproduzindo dentro dele e, além de afetar a qualidade, ainda favorecem a entrada de outros patógenos no café, impactando na produtividade da safra.

 

Entre os fatores que propiciam o surgimento da praga estão  clima úmido, a colheita, o sombreamento, o espaçamento e a altitude, de acordo com informações da Embrapa. Além disso, deixar frutos caídos favorece a reprodução da praga, já que a ela vive dentro do fruto.

 

A amostragem da praga é essencial para o controle da broca-do-café, segundos dados da Embrapa, pois o período em que o produtor rural precisa ter atenção redobrada é no início de novembro até 70 dias antes da colheita. 

  • Cigarrinhas

As cigarrinhas são insetos que sugam a seiva e transmitem a bactéria Xylella fastidiosa e causam o atrofiamento  das plantas. Os estudos relacionados às cigarrinhas ainda são poucos, porém já foram listados 141 espécimes desta praga nos cafezais.

 

De acordo com informações da Embrapa, para tomar decisões mais assertivas, é preciso realizar o monitoramento do campo, além do estudo de fenologia e desenvolvimento das plantas. É recomendado fazer também um estudo de predadores naturais. 

  • Ácaro vermelho

O ácaro vermelho surge em condições de clima seco, com estiagem prolongada, e ataca os ponteiros do café, localizados na parte superior da folha, levando à  desfolha. Em áreas mais sombreadas, a ocorrência do ácaro vermelho é menor.

 

Em alguns casos, o ácaro vermelho é favorecido pela aplicação de defensivos agrícolas que combatem outras pragas. Dessa forma, é necessário realizar um estudo aprofundado, de acordo com o histórico de doenças e pragas da área.

 

Para saber mais sobre o controle de pragas, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) desenvolveu uma cartilha completa voltada para as plantações de café, acesse aqui

 

Como controlar o surgimento de pragas?

 

Para monitorar e controlar doenças e pragas nos cafezais, existem técnicas e insumos que atuam no foco do problema. Contudo, combater estas pragas pode custar caro para o produtor rural. Conheça a seguir algumas técnicas que auxiliam no controle.

  • Manejo Integrado de Pragas (MIP)

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é um sistema que integra diferentes estratégias de administração de pragas, potencializando resultados e economizando na aplicação de defensivos. Todos os métodos de contenção visam abaixar o nível populacional da praga até que esta não cause danos na produção.

 

Para realizar o MIP de forma efetiva, é necessário monitorar constantemente a lavoura, estudar as especificidades da planta e o comportamento das pragas. A implementação do manejo integrado de pragas é simples, porém é fundamental ter o apoio de algum especialista em MIP.

  • Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD)

O MIPD é outro sistema similar ao manejo citado acima que visa controlar pragas e patógenos prejudiciais as plantações de café e outros cultivos. O MIPD utiliza diferentes técnicas de combate a pragas e doenças, contudo, é necessário um estudo aprofundado já que muitas vezes os custos são altos para os produtores, além de trazer riscos ambientais.

  • Culturas resistentes

Uma outra tática de combate às pragas é a plantação de culturas mais resistentes. Um exemplo disso é o café arara, variedade muito conhecida no Brasil. Este café é resistente às principais pragas que afetam as plantações de café, além de demonstrar bons índices de produtividade.

 

O café arara é resistente à ferrugem e apresenta um bom comportamento no controle de bactérias, além do seu baixo porte, que facilita a retirada dos grãos. Todas estas características contribuem para o valor agregado do produto, que pode ser vendido por um preço maior se comparado a outras variedades de café.

 

Como o melhoramento genético contribui para o combate às pragas?

 

Com o avanço de estudos sobre o melhoramento genético, os produtos agrícolas passam a ser incorporados a estas análises com o intuito de oferecer variedades mais resistentes a pragas e doenças, bem como as variações de condições climáticas que afetam o desenvolvimento da safra. Além disso, as plantas melhoradas geneticamente conseguem ter bom  desempenho na produção e  contribuem para suprir a alta demanda de produtos.

 

Este estudo é realizado com base no conhecimento da cultura e outros assuntos ligados à genética para fornecer produtos agrícolas com melhor qualidade. Dessa forma, o produtor não precisa gastar com agroquímicos e técnicas custosas para combater pragas e doenças

 

As pragas que afetam as lavouras de café precisam ser monitoradas de perto pelos cafeicultores. Por isso, é preciso fazer estudos da região com o intuito de obter informações mais precisas para tomar decisões adequadas que controlem estas pragas. Além disso, cabe ao proprietário verificar se o melhoramento genético é uma opção viável para aplicar na propriedade.

 

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Por Thais Rodrigues*

*Estagiária supervisão de Isabela Azi

 

 

FONTES:

UOL – https://www.uol.com.br/

Embrapa – https://www.embrapa.br/

CNA – https://www.cnabrasil.org.br/

Aegro – https://blog.aegro.com.br/

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