O melhoramento genético de plantas é aplicado na agricultura para melhorar a produtividade do campo. Contudo ainda se tem dúvidas sobre esta técnica. Descubra mais!

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MELHORAMENTO GENÉTICO DE PLANTAS: SAIBA O QUE É E SEUS BENEFÍCIOS

Na agricultura, muitas técnicas e equipamentos são utilizados para explorar o potencial produtivo do campo, com o intuito de maximizar as culturas e o rendimento do produtor. Dessa forma, a inovação no campo torna-se cada vez mais necessária frente ao crescimento da demanda por alimentos.

 

A incorporação de maquinários agrícolas trouxe otimização e produtividade para o campo, transformando as técnicas e melhorando os problemas de distribuição e colheita dos produtos agrícolas no solo. Contudo, novas métodos surgem e o produtor rural precisa integrar novas tecnologias em suas propriedade rurais.

 

O melhoramento genético de plantas é uma dessas tecnologias que auxiliam não só no aumento substancial da produtividade, mas que diminui também as perdas do campo derivadas de pragas e doenças ou condições climáticas.

 

Neste artigo, vamos falar  sobre o que consiste o melhoramento genético de plantas e sua importância na agricultura, destacando benefícios e o contexto desta técnica no Brasil. Venha conhecer!

 

O que é o melhoramento genético?

 

O melhoramento genético não é uma técnica nova, pelo contrário, se formos parar para pensar, ele é aplicado há várias décadas em diversas áreas, seja na medicina, farmácia  ou agricultura.  É inegável que os métodos foram aprimorados para fornecer maior eficiência

 

Em 1956, Gregor Mendel desenvolveu estudos que serviram como base para as técnicas que são realizadas atualmente. Em seu experimento com ervilhas, Mendel cruzou plantas e observou que originou um fruto híbrido com características diferenciadas, o que chamados hoje de genética quantitativa.

 

Por muitos anos, o melhoramento genético era realizado dessa forma, mas, na década de 80 a biotecnologia inovou, sendo capaz de alterar o material genético de uma planta com o intuito de inibir ou desenvolver determinada característica, agregando conhecimentos biológicos, agronômicos, matemáticos e outros.

 

Com a biotecnologia, os organismos geneticamente modificados (OGMs) expressam características fenotípicas que antes não possuíam, derivados do ambiente em que o organismo está inserido e de uma modificação em seu gene, ou seja, um melhoramento genotípico.

 

No Brasil, nossa maior referência em estudos sobre a engenharia genética é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que produz estudos voltados para este campo desde a década de 70. Em 2020, a instituição firmou uma parceria com a Agro-Food Canada (AAFC) para desenvolver estudos de inovação voltados para o setor agrícola, inclusive pesquisas sobre edição gênica.

 

Como o melhoramento genético é empregado e quais seus benefícios na agricultura?

 

Ao planejar uma safra, o produtor precisa ter conhecimento das condições climáticas, doenças, pragas e outros quesitos que afetam a plantação e prejudicam a colheita, com o objetivo de minimizar os impactos. Neste cenário, a biotecnologia é uma grande aliada, já que produz OGMs capazes de performar melhor diante destas adversidades.

 

A engenharia genética é capaz de desenvolver OGMs que trazem benefícios não apenas para os produtores rurais, mas para a própria sociedade. Como comentamos anteriormente, a demanda por alimentos cresce anualmente e, com o emprego de organismos geneticamente modificados, a produtividade aumenta e o proprietário da fazenda colhe mais se comparado  às condições normais de plantio.

 

O cultivo superprecoce do feijão, por exemplo, é um melhoramento genético desenvolvido pela Embrapa que contribui para a alta produtividade da commodity, com baixo custo de produção e resistência satisfatória. Essa possibilidade facilita os trabalhos de produtores que manejam o cultivo, segundo informações divulgadas pelo portal Notícias Agrícolas.

 

Além disso, as doenças e pragas causam grande prejuízos, tanto com a perda do produto agrícola, quanto a compra de defensivos agrícola e equipamentos para combater estes problemas. A biotecnologia é capaz de produzir plantas mais resistentes, que não são afetadas facilmente

 

Dessa forma, é muito importante um estudo aprofundado da região, para identificar suas fragilidades em relação às plantações e desenvolver características adequadas nos OGMs para que entreguem os benefícios esperados. 

 

Os organismos modificados geneticamente também possuem padrões rigorosos de controle desses produtos, garantindo maior segurança alimentar para quem consome. Segundo a Lei Brasileira nº 11.105/2005, responsável por regular as atividades com transgênicos, os estudos que atestam sua qualidade e segurança precisam ser aprovados pela CTNBio, antes de serem comercializados. 

 

Outro fator positivo da implementação dos OGMs é a diminuição das taxas de agroquímicos utilizados, com plantas mais resistentes, os produtores rurais não precisam aplicar as taxas normais de defensivos agrícolas, reduzindo os custos de produção e os agroquímicos presentes na commodity, contribuindo para a saúde de quem consome. 

 

 Segundo o portal de notícias UOL, na coluna do Dr. Drauzio Varella, uma espécie de arroz, chamado arroz dourado, é capaz de reduzir deficiência de vitamina A de quem consome. 

 

Além da produtividade, os organismos geneticamente modificados não precisam de grandes extensões de terras para serem cultivados, eles conseguem ter uma boa performance mesmo em poucos hectares. Para países que não possuem grandes extensões de terra ou que o solo não é propício para o cultivo, o OGM é uma ótima alternativa.

 

Quais as principais técnicas que envolvem a biotecnologia?

  • Transgênese

A transgênese é uma das técnicas mais utilizadas da biotecnologia na agricultura. Essa técnicas consiste em transferir o DNA de um organismo para o outro, desenvolvendo características que antes não seriam possíveis em condições normais. Falamos muito deste método nos tópicos anteriores.

 

Como dito anteriormente, o órgão que controla a comercialização desses organismos geneticamente modificados possui regras bem rigorosas, que impede venda indiscriminada dos transgênicos, garantindo a segurança alimentar e maior controle dos produtos transgênicos no mercado.

  • Silenciamento gênico

O silenciamento gênico funciona como o “oposto” da transgênese, ao invés de transferir o DNA para uma espécie para surgir um novo atributo, este método inibe uma determinada característica direto do material genético da espécie. Dessa forma, o organismo passa a produzir RNAi, que é uma ótima opção contra pragas e doenças que assolam as plantações. Para saber mais, acesse o artigo do Agrolink.

  • Edição gênica 

A edição gênica consiste em alterar fragmentos do material genético de organismos, podendo remover ou adicionar DNA. Os estudos ainda estão em desenvolvimento, mas as principais aplicações deste recurso é destinada a prevenir e até curar determinadas adversidades, de acordo com informação do Summit Agronegócio, do veículo de notícias Estadão. Para conhecer mais sobre esta técnicas e suas implicações na agricultura, clique aqui.

 

Sabemos que os estudos relacionados à biotecnologia já transformaram a forma como os seres humanos se relacionam com a terra e outros organismos, mas ainda é preciso evoluir e tornar estas técnicas acessíveis para trazer produtividade e inovação para o campo.

 

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Por Thais Moreira*

*Estagiária sob supervisão de Isabela Azi

 

FONTES:

 

Embrapa – https://www.embrapa.br/

Canal Rural – https://agevolution.canalrural.com.br/

Notícias Agrícolas – https://www.noticiasagricolas.com.br/

UOL – Dr. Drauzio Varella – https://drauziovarella.uol.com.br/

Agrolink – https://www.agrolink.com.br/

Sommit Agro Estadão – https://summitagro.estadao.com.br/ 

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